segunda-feira, 16 de março de 2015

FILME: Cinquenta Tons de Cinza (2015)


Já faz alguns anos que li esse livro, pela simples curiosidade de saber o porquê dele ser tão amado e, ao mesmo tempo, odiado por tanta gente. Pelo mesmo motivo - curiosidade - eu quis assistir ao filme, mesmo me lembrando pouco do livro. Apesar disso, consegui constatar que o filme se saiu muito melhor do que o livro.
Deixando os preconceitos de lado, porque li e vi imparcialmente para criar minha própria opinião de ambos, espero que vocês leiam a resenha com mente aberta. Essa moda de odiar as coisas porque sim é totalmente sem fundamento, em minha opinião.
Em Cinquenta Tons de Cinza nós conhecemos Anastasia Steele, uma garota por volta dos 20 anos, que está para se formar em Literatura Inglesa. Ao substituir a colega de quarto, que cursa Jornalismo, em uma entrevista, Anastasia conhece Christian Grey, dono de uma empresa muito rica e, portanto, um homem poderoso. Durante a entrevista nasce uma tensão sexual entre os dois, que se sentem atraídos um pelo outro, de maneiras de certa forma diferentes.
A partir daí passamos a conhecer um pouco dos gostos sexuais de Grey: o BDSM. Anastasia fica surpresa e um pouco temerosa ao ser "convidada" por Grey a ser sua submissa, mas aos poucos se entrega à relação.
Devo dizer que a Anastasia do filme me surpreendeu. Enquanto no livro ela me soou como uma garotinha infantil nada condizente com sua idade, que estava sendo completamente manipulada por um homem mais velho, no filme nós vemos uma menina ingênua, sim, porém que exercita o livre arbítrio de escolher ter uma experiência sexual muito além do que imaginava existir. Através disso, ela testa não só os próprios limites, como também os de Grey, enquanto tenta se aproximar emocionalmente dele. E isso é algo que faz muito sentido, principalmente para uma garota virgem, que não conhece nada daquele universo. Quando seu limite é atingido, ela tem a dignidade de dizer "não" e nós vemos claramente o quanto a personagem se desenvolveu e amadureceu durante a história. No livro, ela é apenas arrastada pelas situações até o final.
A personagem também se tornou menos cansativa a partir do momento em que no filme nós acompanhamos tudo de uma visão de fora, enquanto no livro estamos o tempo todo em sua mente, sabendo de cada mínimo pensamento seu.
No entanto, Christian Grey, a meu ver, deixou a desejar. Primeiro, eu esperava que ele fosse um homem muito mais velho; o ator aparenta ser muito jovem e tem um ar de garotinho perdido, que não sabe bem o que está fazendo ou querendo com esse fetiche sexual. Por ser um personagem reservado e até mesmo misterioso, o ator tentou transparecer suas emoções, principalmente, através do olhar, porém ele não me convenceu como um homem sexy e muito menos intimidador.
Outro ponto que me incomodou foi a tensão sexual muito forçada entre os dois protagonistas. Anastasia se contorcia em aparente orgasmo apenas com o toque da mão de Christian em seu rosto. Algumas vezes ele mal encostava nela e Anastasia se contorcia de prazer. Tudo isso me pareceu de um exagero extremo afim de mostrar o quanto ele tinha poder sobre ela e o quanto a experiência sensorial estava sendo incrível para ela e soou simplesmente falso. Na verdade, não há química entre os atores. Eles parecem muito distantes, não só um do outro, mas da situação toda.
No geral, Cinquenta Tons de Cinza não me pareceu uma super produção de Hollywood, mas tampouco um filme horrível. Se não fosse o falatório as pessoas estariam vendo apenas como um filme mediano, levemente provocador devido ao tema erótico, sobre uma relação desequilibrada entre duas pessoas completamente diferentes. E quantas outras histórias assim nós já não vimos?

E ponto para a trilha sonora. Essa versão de Crazy in Love está mais sensual do que o filme inteiro.



8 comentários:

  1. Concordo totalmente com o seu último parágrafo, sobre a música. Não li o livro então nao posso comparar se foi melhor ou pior. Mas falando sobre o filme, achei realmente sem graça e nada demais. Gerou muita polêmica mesmo o tema e algumas coisas que mostram nas cenas, mas eu não vi nada demais. Também nao curti o ator, acho que escolheram mal, e a atriz é bem chatinha também, mas acho que devido ao papel.
    Enfim, nao é o pior filme do mundo mas não pretendo ver (pelo menos no cinema) os próximos.
    Beijos

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    1. Então, acho que a questão é justamente essa: o filme é nada demais, mas as pessoas causaram um estardalhaço por causa dele, sem motivo nenhum.
      Também não me interessei por continuar, muito por causa dos atores mesmo, bem fracos.
      E eu não comprei o livro nem fui no cinema :x hahahah

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  2. Não sou do tipo que assiste Cinquenta Tons de Cinza quando filmes como Fury e Kingsman também estão em cartaz.
    Não li o livro, então também não tinha curiosidade sobre a adaptação. O máximo que conheço da história é o que ouvi escapar de discussões na internet, a maior parte dividida entre preconceituosos obstinados e defensores da mensagem que o livro passa sobre confiança e medo de se machucar...
    A sua não é a primeira resenha que vejo falando que o filme superou o livro, mesmo se mantendo bem fiel a ele. Então sim, ainda pretendo assistir o filme um dia para tirar minhas conclusões; mas, por hora, tenho outros títulos na frente.

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    1. E eu lá fui no cinema? hahahaha :x
      Eu gosto de estar por dentro dos assuntos, eu basicamente leio/vejo essas coisas pra ter opinião sobre. E eu curto uma historiazinha polêmica pelo erotismo, confesso hahahah
      Quis dar ênfase pro fato de que apesar de tudo que o povo fala, que faria você esperar um filme bem trash, ele é bem comum. Pessoal precisa ser mais imparcial e menos agressivo...

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  3. Oi Aline!!

    Primeiro, que prazer conhecer seu blog! Super fofo!
    Segundo, eu não li o livro, mas assisti o filme sim, e não gostei, também achei que o casal não tinha química nenhuma, e para tudo o que estavam falando, achei que seria um Bruna surfistinha de tantas cenas quentes, mas não! O Ponto alto é a trilha mesmo.

    Bjinhos
    JuJu
    www.asbesteirasquemecontam.com.br

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    1. Oi, Juliana!
      Muito obrigada! (:
      Como sempre a galera fala demais sobre algo mais ou menos. Hahahah
      Mas a trilha sonora estava bem boa! hahah

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  4. Eu também achei o filme bem melhor que os livros, mas convenhamos que não é tão difícil assim. Concordo com você que a personagem feminina ficou bem mais interessante no filme, demonstrando personalidade e bem ativa e consciente, no entanto a atriz não me convenceu. A moça seria perfeita para interpretar a Anastasia do livro, mas não a do filme. Se mostrou mais sem expressão e forçada do que Kristen Stewart em Crepúsculo, ao meu ver. Eu gosto do Jamie Dornan, acho que ele é um bom ator. Gostei do romantismo que foi dado ao seu personagem no filme, mas concordo que as cenas de sexo foram extremamente forçadas, me causando até pequenos risos em alguns momentos. Os atores não tem química de maneira alguma.
    A trilha sonora é um caso a parte, desde essa versão de Crazy in Love até as demais músicas. Trilha maravilhosa!
    Beijo

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    1. "não é tão difícil assim" Verdade! hahahah Mas tendo o livro como base, eu estava esperando algo bem ruim e no fim foi apenas comum.
      Eu achei que nenhum dos dois atores foi uma boa escolha, mas gostei de ver essa mudança, ao menos, na personalidade da personagem. Nunca vi ele em outro filme, então não sei, mas talvez os personagens e o tema não tenham ajudado muito os atores (que pareciam nem querer estar lá).
      Crazy in Love e Love Me Like You Do eu ouço sem parar! Mandaram bem na trilha mesmo hahaha

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