sábado, 2 de agosto de 2014

A Escolha de Kiera Cass


Avaliação: ☆ | 352 páginas; Editora Seguinte

O último livro da trilogia de A Seleção.
Repito o que eu disse na resenha de A Elite: a minha opinião sobre os três livros é a mesma, pois eles são muito parecidos.
Porém nesse livro fica mais claro do que antes que a última preocupação da autora era a "distopia"; esse foi o desfecho de toda a situação de revolta e guerra. Eu não esperava muito, depois dos outros dois livros, mas o final chegou a ser decepcionante ainda assim. A autora simplesmente correu - e muito - para que essa coisa toda de guerra acabasse logo e o romance pudesse chegar ao fim. A grandiosa batalha entre o palácio mal guardado (deviam demitir essa galera, porque nunca vi um PALÁCIO ser invadido tão facilmente quanto esse) e os rebeldes com sabe-se lá que causa - porque isso nem é mesmo explicado direito - dura, praticamente, umas três páginas. Sério.
Houve algumas mortes: uma em particular que me surpreendeu e outras importantes, mas somente comentadas, porque afinal não havia tempo para esse tipo de coisa; o casal precisava ser unido enfim.
A própria America me decepcionou um pouco nesse livro. Sempre gostei da atitude dela, embora às vezes fosse impensada e sem motivos. Ela ao menos tem personalidade. Mas esse livro começa com ela cedendo à sua vontade de ficar com Maxon e, portanto, agindo de maneira passiva, aceitando mesmo ser humilhada e finalmente descobrindo ser apenas mais uma ali. Enquanto isso, Maxon, que apesar de ser influenciável foi sempre um verdadeiro cavalheiro, mostra outra face. Confesso que passei a gostar menos dele a partir daí. Aspen, como sempre, é apenas uma sombra, que aparece nos momentos em que é necessário.
As meninas passam por momentos de isolamento devido à competição e de amizade quando percebem que tem apenas umas às outras ali. Uma delas em particular também mostra outro lado de sua personalidade, mostrando um pouco mais de humanidade, mas eu não gosto quando a personagem muda subitamente dessa maneira, porque não me parece plausível essa mudança drástica de comportamento.
Como nos livros anteriores, o que cativa é o romance. Eu gostei muito da maneira como as coisas se desenrolaram, particularmente, entre America e Aspen. Foi algo muito natural e que fez muito sentido. E para ser bem sincera... Team Maxon? Team Aspen? Team America! Na minha humilde opinião ela não deveria ficar com nenhum dos dois, pois acho que ela tem personalidade demais para ambos, que são bem apagadinhos ao lado dela. 
Enfim, o desfecho foi bem Disney: previsível e utópico. Mas seria mentira dizer que não passei bons momentos lendo o romance conturbado entre America e Maxon - a única coisa que fez dessa uma história relativamente boa.


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