terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Chamado do Cuco de Robert Galbraith

Avaliação: 
[447 páginas; Editora Rocco

Não importa que o nome na capa é Robert Galbraith, li o livro como sendo da J. K. Rowling mesmo. Apesar de perceber que a escrita era familiar, não acho que eu teria reconhecido sozinha. Porém eu não quis ler o livro por causa da autora, mas pelo simples fato de que adoro o gênero policial e a sinopse me interessou.
Lula é uma supermodelo, que morre ao cair da sacada de seu prédio. A tragédia foi encarada como suicídio. Mas seu meio-irmão não está convencido disso e contrata um detetive particular, para que ele investigue melhor o caso e encontre o assassino de Lula.
A autora parece ter facilidade em criar personagens com suas próprias histórias, de vidas que há muito existem, apesar de só os conhecermos naquele breve momento que dura o livro. Isso é impressionante, pois dá vida aos personagens de uma forma muito realista.
É utilizado no livro o modo de falar de cada personagem, portanto há falas com palavras "erradas", sem concordância, repletas de gírias como "tipo" e afins. Eu entendo o porquê, mas vou admitir que não gosto disso. Há também alguns palavrões, o que deixa tudo muito natural, ao meu ver. 
A história caminha lentamente, mas não de forma enfadonha. Apesar de trechos muito repetidos, pois o detetive conversa com diversas pessoas sobre o mesmo ocorrido, algumas vezes já tendo ouvido a história antes, não é cansativo; é simplesmente plausível.
O desfecho é surpreendente, porém algumas coisas deixaram a desejar, a meu ver: ao contar como tudo aconteceu, o detetive não explica como ele chegou àquelas conclusões, qual o caminho de seu raciocínio, algo que sempre é exposto em livros desse gênero (pelo menos todos os que eu li). Então no final eu tinha visto diversas pistas e revelações, percebi que o detetive tinha feito ligações entre tudo (pois ele dá sinais disso no livro), mas não sei como a cabeça dele funcionou. E essa é uma das partes de que mais gosto, justamente saber o desenrolar do raciocínio dele.
Outra coisa - e essa eu penso que é mais séria - que faltou no final do livro foi o motivo que levou o assassino a fazer o que fez; não a matar, mas ele age de forma muito peculiar e apesar de ser muitas vezes insinuada a explicação, ela não é dada de fato (desculpe ser tão vaga, mas não quero dar spoilers).
Apesar do final ter tido essas "falhas", gostei bastante do livro. Te faz acompanhar o desenvolvimento da história com calma e, de repente, te instiga a querer saber mais, querer saber afinal quem foi, e termina de forma satisfatória quanto a o que aconteceu e de que forma se deu.

Estou no aguardo da adaptação cinematográfica deste livro!

Um comentário:

  1. Perfeito, Aline!
    Resenha crítica como sempre. Foi bom ler seu comentário sobre o livro antes de comprá-lo, até porque você já é versada em romances policiais como os da Agatha Christie e do Arthur Conan Doyle.
    Lerei livros sobre detetives mais experientes como Sherlock e Poirot para depois poder analisar melhor esse novato. :]

    http://discodivinil.blogspot.com.br/

    Grande abraço!

    ResponderExcluir