quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Culpa é das Estrelas de John Green

Avaliação: 
[288 páginas; Editora Intrínseca]

O livro mais comentado nos últimos tempos finalmente veio parar em minhas mãos e enfim posso dar minha opinião sobre ele. Confesso que de tanto ouvir falar sobre ele eu havia adquirido uma birra; minhas expectativas eram baixas. Porém admito que o que mais me encantou foi o escritor.
Vou ser muito sincera: ouvi diversas pessoas dizendo que choraram muito com esse livro. Eu não derramei uma lágrima sequer (e eu sou MUITO emotiva, garanto), nem ao menos senti vontade alguma de chorar. O livro pode ter alguns fatores tristes - afinal, são adolescentes com câncer, passando por dificuldades, que podem morrer a qualquer momento -, mas a intenção dele não é te fazer chorar por causa disso. E, pra dizer a verdade, teve momentos em que eu ri.
John Green me fez gostar desse livro pela sua escrita. O livro possui uma história simples, mas carregada de filosofia. Não é sobre o câncer, não quer fazer você se emocionar com a batalha contra o câncer. A história fala, da maneira do escritor, sobre a vida, a morte e a doença, de pontos de vistas diferentes; dos doentes terminais, das pessoas próximas a eles, da sociedade em geral. Eu senti que John Green escreveu mais sobre a vida do que sobre qualquer outra coisa. Me parece um tanto irônico as pessoas lerem, gostarem tanto do livro, e chorarem pela morte de um personagem doente. Porque esse não é o intuito do escritor. O livro nem ao menos é sentimental; envolve sentimentos, claro, mas não é meloso.
O personagem que mais chama a atenção, certamente, não é Hazel (quem narra a história), mas Augustus Waters. Ele é um personagem complexo, muito verdadeiro. Todas as vezes em que ri, foi por causa dele. Descontraído, engraçado, bonito, inteligente, exibe autoconfiança (sabemos que para esconder uma grande fragilidade), é incrivelmente bondoso, à seu modo.
Gostei muito da busca do casal pelo autor do livro fictício Uma Aflição Imperial e por respostas - inicialmente sobre a história, mas com questões mais profundas implícitas.
O final do livro é muito bom também. Apesar de eu achar que ele se estendeu um pouco mais do que deveria (eu continuava pensando "o que mais tem pra acontecer?!" quando olhava pro amontoado de páginas restantes), o último capítulo é ótimo. Ele fecha o livro com chave de ouro. Não é algo concreto, mas também não é totalmente aberto.
John Green escreve com uma leveza, uma simplicidade e ainda assim profundidade, que me deixou totalmente encantada. Sou sincera em dizer que me apaixonei pela escrita dele mais que pela história em si.

PS.: Não reparo muito no material (capa, folhas, etc), mas a qualidade desse livro é perceptível assim que se tem em mãos. A capa é de papel, mas é rígida, as folhas são o ponto perfeito entre grosso e fino. Parabéns para a editora Intrínseca. 

5 comentários:

  1. Realmente tem muita gente falando desse livro. Estou quase pegando para ler e ver se é tudo isso. Mas já ouvi opiniões de ambos os lados, de que é incrível e de que é apelativo. Acho que o John Green é o próximo Nicholas Sparks. Eu gosto do Nicholas porque ele escreve bem e sabe fechar bem as tramas sem deixar pontas soltas e te surpreender, mas nem todos os livros são bons.

    Mas voltando ao John Green, acho que é um tema interessante e acredito que será um bom filme.

    Beijos,
    Bell

    http://contosdoguerreiro.blogspot.com.br/

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    1. Eu achei o John Green bem verdadeiro e sincero. Eu acho Nicholas Sparks apelativo hahaha Não gosto.
      Pra falar bem a verdade, eu sinto que a maioria das pessoas leu A Culpa é das Estrelas e não entendeu direito, então se prende em detalhes da história que não são TÃO importantes assim, disseminando uma ideia muito diferente do que o livro realmente é. Eu não esperava absolutamente nada dele, mas gostei. (:

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  2. Oi,
    John Green é o máximo mesmo :D
    Achei o livro encantador e sem duvida Augustus é a alma do livro!
    Bjs!
    Viciados Pela Leitura

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  3. Ufa, finalmente alguem escreveu meus pensamentos. Hazel definitivamente não é o foco e também não consegui chorar com o livro. É bem querido, bem escrito (como você disse), tem uma história bem criada mas... próximo livro?
    Enfim. Única resenha que me identifiquei! haha
    Beijos

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    1. Acho que o pessoal fez um barulho muito alto por um livro que é bom, sim, mas não é tudo isso também, né! Existem outros milhares de livros ótimos por aí.
      Que bom que se identificou, porque eu também nunca encontrei uma resenha que batesse com a minha opinião sobre esse livro! hahaha (:

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